domingo, 4 de maio de 2014

Lívio Abramo: Um pouco de sua história e obras

Lívio Abramo (Araraquara SP 1903 - Assunção, Paraguai 1992). Gravador, ilustrador, desenhista. Muda-se para São Paulo, onde, em 1909, estuda desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, faz ilustrações para pequenos jornais e entra em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realiza as primeiras gravuras em 1926. No começo dos anos de 1930, influencia-se pela fase antropofágica de Tarsila do Amaral. Durante o governo Getúlio Vargas, filia-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), do qual é expulso em 1932. É preso por motivos políticos por duas vezes. Ainda nessa época deixa de gravar para dedicar-se ao sindicalismo. Retornando à gravura em 1935, incorpora a temática social em seu trabalho. Em 1947, ilustra o livro Pelo Sertão, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949 pela Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes (SNBA), obtém o prêmio de viagem ao exterior. Segue para a Europa em 1951. Em Paris freqüenta o Atelier 17 aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter (1901-1988). De volta ao Brasil, em 1953, é premiado como o melhor gravador nacional na 2ªBienal Internacional de São Paulo. Dá aulas de xilogravura na Escola de Artesanato doMuseu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi (1935) e Antonio Henrique Amaral (1935). Funda o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, é convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Muda-se para o Paraguai e dirige até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. É fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. 



Abramo, Lívio 
Guerra-Medo , 1937 
xilogravura 
38,8 x 20,7 cm 
Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros - USP (São Paulo, SP) 
Reprodução fotográfica Fábio Praça

Abramo, Lívio 
Mulata , 1954 
xilogravura 
21,7 x 17,5 cm [mancha]
25,4 x 21,8 cm [papel] 
Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP) 
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Abramo, Lívio 

Nhanduti , 1974 

xilogravura, c.i.d. 
34,5 x 33,5 cm 
Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil

Conteúdo disponível em : Itau Cultural
Postado por: Ana Lúcia Guimarães

Nenhum comentário:

Postar um comentário